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jap.: preceito; sct.: sila
Os preceitos, as regras éticas que constituem um tipo de moral natural, ao contrário das regras estritamente monásticas do Vinaya (Ver Tripaka) Os dez kai fundamentais são: não matar, não roubar, não mentir, não ter má sexualidade, não se embriagar, não criticar, não se admirar menosprezando os outros, não ser ávido, não se encolerizar, não criticar os três tesouros.
Responsáveis das missões estrangeiras da Sotoshu Shumucho. (Ver Soto).
Período muito longo, vários milhares de anos, da cosmologia budista. Uma das várias imagens desta duração: supondo que um lenço de seda toca delicadamente uma vez todos os cem anos a pedra da mais alta montanha, faltará um kalpa para que ela seja corroída por esse sopro de vento.
jap.: vista profunda, penetrante ; sct.: vipasyana
Estado de observação, que associado à concentração, shi, dá a atitude correcta do espírito durante o zazen.
Ideogramas chineses que os Japoneses vão adoptar e adaptar à sua língua a partir do séc. VII. Os kanji representam hoje um dos três modos da escrita japonesa.
Responsável da organização de um templo zen.
sct.: Avalokitesvara
O bodhisattva mais popular. Encarnação da compaixão infinita, está representado com aspecto masculino ou feminino segundo os países. É o Kanjizai do início do Hannya shingyo.
sct.: acto; jap.: go
1. Acção produzida pelo pensamento, a palavra ou o comportamento. 2. Encadeamento de actos e das suas consequências. O karma exprime a lei da causalidade universal segundo a qual todo o acto é como uma planta que deixa tombar um grão, que um dia produzirá um fruto que cairá sobre o autor do acto. Distingue-se o karma do corpo do karma da palavra e do karma do espírito.
1268-1325
Quarto patriarca japonês fundador de Sojiji, um dos dois principais templos Soto. Autor do Denkoroku, promulgou o ensinamento do zen em todo o Japão. Escreveu também o Keizan Shinki e o Zazen Yojinki.
jap.: ken: examinar; tan: estrado
Passos no dojo que o mestre faz ao início do zazen para saudar e observar os praticantes.
sct.: kasaya, de cor ocre
Manto dos monges e das monjas composto por várias bandas rectangulares de tecido. Preso sobre o ombro esquerdo, o kesa põe-se sobre o kolomo preto e o kimono branco. O kesa simboliza a transmissão de mestre a discípulo. Nada no zen é objecto de uma tão alta veneração. Dogen escreveu: «O kesa é o coração de zazen, a medula dos seus ossos.» Ver funzo-e.
j: linha invisível do sangue
Certificado, dado por ocasião das ordenações, atestando a pertença à linhagem da transmissão que vai desde Buda e patriarcas até ao discípulo.
jap.: energia, actividade
Energia do corpo, vitalidade, fonte da vida.
jap.: ki: energia; kai: oceano; tan: essência; den: campo
Zona do corpo situada 3 centímetros abaixo do umbigo, fonte da energia. Sinónimo de hara.
jap.: kin: vertical; hin: ir, a prática
Marcha lenta e ritmada pela respiração praticada durante alguns minutos entre dois períodos de zazen. É zazen em movimento.
jap.: graça
Ritual esotérico celebrado em caso de doença ou de catástrofe natural.
jap.: cartaz público
Palavra, acto ou gesto que traz a compreensão da verdade. Instrumento de educação dos discípulos, principalmente utilizado no zen Rinzai.
O samadhi, o celeiro da grande sabedoria
Obra de Ejo, secretário e sucessor de Dogen.
Konin
Ver Gunin.
jap.: kon: obscuridade; tin: soçobrar
Estado do espírito obscurecido pela sonolência.
Pau encurvado que o mestre guarda na mão durante os ensinamentos. A não confundir com o hossu.
jap.: céu, vazio; sct.: sunyata
O vazio, a vacuidade. Conceito central do budismo segundo o qual tudo o que existe é privado de substância durável e autónoma e não é nada senão aparência. Ku não significa «nada» a opôr a «alguma coisa». Ku inclui todos os fenómenos. É a fonte pura, a essência.
sct.: dukkha
Sofrimento. Não confundir com o precedente. Por exemplo, no Hannya Shingyo, go on kai ku (vazio) do is sai ku (sofrimento): os cinco skandha são vacuidade, ver isso elimina o sofrimento.
ku soku zeku shiki, shiki zoku ze ku
A vacuidade não é diferente dos fenómenos, os fenómenos não são diferentes da vacuidade. Frase chave do Hannya shingyo.
344-413
Monge indiano, o mais importante tradutor dos textos e dos sutras de origem sânscrita para a língua chinesa.
jap.: ku: boca; sen: ensinamento
Ensinamento oral dado pelo mestre no dojo, durante o zazen. Não confundir com teisho.
jap.: kyo: atenção; saku: pau
Pau aplanado, geralmente de carvalho, com o qual o mestre ou um dos seus assistentes (kyosakuman) bate nos ombros do discípulo. É o pau do despertar que ajuda à concentração assim que o mental se agita ou a postura se relaxa. Simboliza a espada da sabedoria.
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