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Sutras cantados no dojo
- Maka hannya haramita shingyo
Kan ji zai bo satsu. Gyojin hannya haramita ji sho. Ken go un kai ku. Do issai ku yaku. Sha ri shi. Shiki fu i ku. Ku fu i shiki. Shiki soku ze ku. Ku soku ze shiki. Ju so gyo shiki. Yaku bu nyo ze. Shari shi. Ze sho ho ku so. Fu sho fu metsu. Fu ku fu jo. Fu zo fu gen. Ze ko ku chu. Mu shiki mu ju so gyo shiki.
Mu gen ni bi ze shin i. Mu shiki sho ko mi soku ho. Mu gen kai nai shi mu i shiki kai. Mu mu myo yaku mu mu myo jin. Nai shi mu ro shi. Yaku mu ro shi jin. Mu ku shu metsu do. Mu chi yaku mu toku. I mu sho toku ko. Bodai sat ta e hannya haramita ko. Shin mu ke ge mu ke ge ko. Mu u ku fu. On ri issai ten do mu so.
Ku gyo ne han. San ze sho butsu. E hannya haramita ko. Toku a noku ta ra san myaku san bodai. Ko chi hannya haramita. Ze dai jin shu. Ze dai myo shu. Ze mu jo shu. Ze mu to do shu. No jo issai ku. Shin jitsu fu ko ko setsu hannya haramita shu. Soku setsu shu watsu.
Gya tei gya tei hara gya tei
hara so gya tei
Bo ji so wa ka.
Hannya shingyo.
Essência do Sutra da Grande Sabedoria que permite transcender os limites.
O bodhisattva Avalokitesvara (1), através da sua prática profunda da Grande Sabedoria, considera e compreende que os cinco skanda (2) constituem só o vazio - ku - e por esta compreensão, ajuda e salva todos os que sofrem.
Sariputra, os fenómenos (shiki) não são diferentes do vazio (ku) e o vazio não é diferente dos fenómenos.
Shiki é o mesmo do que ku, ku é o mesmo do que shiki.
O mesmo acontece com a forma, a sensação, a percepção, os sistemas mentais e a consciência.
Sariputra, todas as existências têm a essência de ku. Não têm nem nascimento nem extinção, não são puras nem impuras, não aumentam nem diminuem.
Logo, em ku, não há nem forma, nem sensação, nem percepção, nem formações mentais, nem consciência; nem vista, nem ouvido, nem olfacto, nem gosto, nem tacto, nem consciência. Não há nem cor, nem som, nem odor, nem gosto, nem tacto, nem pensamento. Consequentemente, em ku não existe o domínio dos sentidos.
Não há nem ignorância nem cessação de ignorância, nem ilusão nem cessação de ilusão.
Não há nem degenerescência nem morte nem cessação da degenerescência e da morte.
Não há nem sabedoria, nem proveito nem não-proveito.
Para o bodhisattva, graças a esta sabedoria (hannya) que conduz ao transcendente, o espírito sem obstáculo não conhece o temor, e toda a ilusão e todo o condicionamento estão ausentes. Pode atingir-se o último fim, o nirvana.
Todos os budas, do passado, presente e futuro, servem-se da Grande Sabedoria e assim atingem o despertar mais perfeito.
Por isso devemos compreender que hannya haramita é o grande mantra brilhante e luminoso. É o mais elevado de todos os mantra que não pode ser comparado. A sua força elimina todos os sofrimentos. É o verdadeiro mantra. Através dele, é possível atingir a essência de toda a verdade.
Ir, ir, ir sempre além do para-além,
até ao cumprimento total da Via (3)
(1)- O bodhisattva da verdadeira liberdade e da compaixão.
(2)- Forma, sensação, percepção, formações mentais, consciência.
(3)- Satori, nirvana. |